Kuraki Kyuuden no Shisha no Ou (Novel) Prólogo

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Tradutor: Icaros

Revisor: Incnar

 

O senhor dos mortos-vivos do Palácio das trevas – Prólogo, O ritual de ressurreição.

 

E então, eu fui revivido.

 

Eu abri meus olhos e minha visão que estava nebulosa e embaçada  foi saudada por um cômodo feito de pedra. Alinhando as paredes haviam estantes de livros e havia um círculo mágico vermelho desenhado no chão.

 

Tudo parecia tão novo, como se eu não tivesse visto ou sentido nada antes. Minha mente estava limpa, como se eu não tivesse vontade ou consciência ou até mesmo inteligência até agora. Todas essas mudanças soam de forma parecida de como alguém se sentiria quando acordasse de um sonho, tirando o fato de que isso era mais real que um sonho.

 

Como se eu fosse trazido de volta das profundezas do inferno.

 

Ou, como se eu fosse despertado de um sono eterno.

 

 Visão, audição e olfato… Minha mente estava sobrecarregada pela imensa quantidade de informações que eu recebi através de todos os meus cinco sentidos.

 

 No momento em que minha mente estava no auge de sua confusão, eu ouvi uma voz rouca dizendo…

 

      “Você recuperou a consciência?Como você se sente… homem de carne?

 

A voz soava como se estivesse perfurando diretamente minha mente, eu olhei para o lado e percebi que estava deitado em uma plataforma elevada.

 

      A voz emitida de um homem velho que vestia um manto que parecia ser feito da própria escuridão. Seu rosto, pálido com incontáveis rugas, estranhamente, não poderia ser facilmente descartado como resultado de uma vida muito longa. Ele tinha reluzentes olhos escuros, e por algum motivo, não parecia ser nada frágil.

 

      Seu corpo, que parecia um saco de ossos, segurava um retorcido, deformado e terrivelmente repulsivo bastão em suas mãos.

 

      Eu não conseguia compreender a realidade que eu estava encarando. Eu não conseguia entender. Tudo que eu pude fazer foi lançar um olhar cheio de suspeitas no velhote.

 

      Ele continuou como se fosse normal eu não dar uma resposta.

 

      “Meu nome é Holos Carmen. Aquele que desafia o mistério, um mago e seu Lorde. Homem de carne! Curve-se diante de seu Lorde!”

 

      No momento em que aquelas palavras foram proferidas, no momento em que elas perfuraram meus tímpanos, eu senti uma estranha sensação passando por todo meu corpo.

 

      Meu corpo começou a se mover contra minha vontade. Se levantou da plataforma com movimentos lerdos como se fossem de um bebê recém-nascido. Torceu-se para frente e para trás, e meu joelho dobrou para o outro lado, contra a minha vontade. Antes que eu percebesse, minha cabeça estava abaixada, com meus olhos apontados para o chão… eu estava ajoelhado diante do Lorde.

 

      Nesse momento eu percebi o cheiro de mofo e o frio que vinha daquele chão de pedras cinzas.

 

      Tudo era tão vividamente refletido em meus olhos como se eu estivesse no meio do dia, apesar de quase não haver luz na sala.

 

      Algo parecia estranho. E tendo meu senso de desconforto como ponto de ignição, minha mente começou lentamente a separar toda a informação. Meu cérebro, que estava esgotado de processar toda informação nova recebida do ambiente, também começou a colocar todas as minhas memórias em ordem.

 

      De repente, minha cabeça foi atingida por algo. Eu pude sentir o impacto mas não senti nenhuma dor.

 

      Não, não era só isso. Eu não conseguia sentir o “habitual” pulsar do meu coração. Ou a habitual dor em minha cabeça que parecia como se meu cérebro estivesse sendo perfurado por várias agulhas. A imensa dor que nenhum tipo de analgésico conseguia diminuir, também se foi. Nem senti o que fazia parecer que minhas entranhas estavam apodrecendo e derretendo. A minha mente que ficou turva sob a tortura da agonia sem fim, parecia lúcida e afiada como uma lâmina recém saída da forja.

 

      Por mais estranho que possa parecer, naquele momento, pela primeira vez, eu me senti normal.

 

      Também, naquele exato momento, eu entendi o que era ser humano.

 

      Enquanto eu estava completamente perdido em pensamentos diante dos eventos imprevistos que aconteceram diante de mim, a voz do Lorde Holos me despertou do meu transe.

 

      “Homem de carne! Meu servo! Aquele que retornou das profundezas da perdição! Eu devo agora conceder-lhe um nome, bastardo sem nome!”

 

      …bastardo sem nome.

 

      Isso não está certo. Eu tinha um nome. O nome que meus pais me deram quando eu nasci. Apesar de ter se passado muito tempo desde que alguém me chama por ele.

 

      Mas, eu parei antes de dizer isso.

 

      Foi intuição, eu tinha a sensação que eu não deveria fazer isso naquele momento.

 

      Talvez fosse um mau hábito que vinha da inútil e pessimista vida que eu vivi antes. Eu me mantive em silêncio e o Lorde me deu um nome.

 

      “Você irá se chamar “Fim”. Fim como aquele que teve a vida finalizada. Eu usei a necromancia para lhe dar uma vida transitória.”

 

      Vida transitória…

 

      Necromancia…

 

      Mesmo alguém como eu, que não tinha nem um pouco de normalidade em vida, que não teve nem uma vida escolar decente, sabia que o homem diante de mim, era um dos terríveis magos negros. Um mago negro capaz de manipular a morte.

 

      Eu analisei novamente tudo que acabou de acontecer.

 

      E, eu entendi. Entendi tudo. Combinando minhas memórias junto com as palavras 

 

direcionadas a mim, estou certo que qualquer um seria capaz de entender essa situação .

 

      Que, eu estou morto. E, o homem diante de mim agora, usou o poder da magia negra para me reviver dos mortos.

 

 

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